Um grupo de cidadãos propôs uma alternativa sustentável para substituir a manutenção anual feita pela autarquia, na estrada EM-509, que liga Unhais da Serra à Torre.
A petição pública realizada, conta já com mais de 200 assinaturas e contesta “remendos de curto prazo”, exigindo o fim do impasse burocrático nesta ligação.
Na mensagem, dirigida à Câmara Municipal da Covilhã, à Assembleia Municipal da Covilhã e Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), os signatários da petição sugeriram alguns pilares como: pavimento ecológico integrado, barreiras de segurança de baixo impacto e controlo rígido de velocidade.
Estas propostas devem-se ao facto do atual estado de indefinição do troço colocar em causa a segurança rodoviária de quem o frequente e acaba por bloquear o desenvolvimento económico, social e turístico sustentável.
Em comunicado enviado à RCC, o grupo de cidadãos informa que após o arranque da petição, no dia 27 de junho, a Câmara Municipal da Covilhã procedeu a uma intervenção no troço, no entanto, os promotores da iniciativa e os residentes locais alertam para esse trabalho, dado que “é um ciclo que se repete há décadas, uma vez que o piso é destruído com as primeiras enxurradas, configurando um desperdício dos recursos públicos.”
Deste modo, a petição exige a aplicação de engenharia moderna e sustentável, inspirada no que já se faz em outras zonas protegidas do país, como por exemplo a utilização de pavimentos ecológicos estabilizados com resinas orgânicas, a instalação de barreiras rústicas de segurança e a imposição de limites rígidos de velocidade (20 a 30 km/h).
Os promotores relembram ainda que a “própria autarquia já validou soluções de engenharia natural em percursos pedestres do concelho, provando que o impasse na EM-509 é uma questão de vontade política e não de impossibilidade técnica.”
“Com o objetivo legal de fazer valer os direitos de participação dos munícipes, a petição recolhe assinaturas validadas com o Cartão de Cidadão e será formalmente apresentada aos órgãos municipais para obrigar a um debate público sobre o tema”, pode ler-se ainda no comunicado.
