Iluminação pública é prioridade na Covilhã. Câmara aguarda visto do Tribunal de Contas

A melhoria da iluminação pública em todo o concelho da Covilhã continua a ser uma das prioridades do Município. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal, Hélio Fazendeiro, durante a Assembleia Municipal extraordinária dedicada ao estado do concelho, na qual vários eleitos voltaram a apontar falhas na iluminação pública em diferentes localidades.

O autarca explicou que o processo para a substituição das atuais luminárias está dependente da validação do concurso internacional pelo Tribunal de Contas, reiterando que a autarquia aguarda essa decisão para avançar com a intervenção.


“Na iluminação pública estamos a aguardar a aprovação do Tribunal de Contas do concurso internacional para a substituição das cerca de 20 mil luminárias LED em todo o nosso concelho”, afirmou.

Hélio Fazendeiro recordou que o processo já foi debatido anteriormente na Assembleia Municipal e manifestou a expectativa de que o visto seja concedido rapidamente. “Aguardamos com expectativa e alguma ansiedade que isso ocorra o mais breve possível para que possamos, sendo validado, como esperamos, avançar rapidamente para essa substituição”, declarou.

O presidente da Câmara deixou, contudo, uma garantia caso o processo não obtenha o visto do Tribunal de Contas.

“No caso de não ser validado, quero-vos dizer já que avançaremos naturalmente para um novo processo, porque o reforço da iluminação pública no nosso concelho é absolutamente indispensável, prioritário e é uma necessidade que reconhecemos.”

O autarca admitiu que a falta de iluminação pública é uma das críticas mais frequentes dirigidas ao Município, tanto pelos partidos políticos como pela população.

“É uma das críticas que vamos ouvindo, não só aqui em termos políticos, mas também na rua, que acompanhamos, mas é um processo que está em andamento e que não depende de o município dar uma resposta mais rápida”, concluiu.

A substituição das cerca de 20 mil luminárias por tecnologia LED integra a estratégia municipal para reforçar a eficiência energética e melhorar a qualidade da iluminação pública em todo o concelho, estando agora dependente da decisão do Tribunal de Contas para poder avançar

Recordar que aquando da aprovação do concurso, na assembleia Municipal de fevereiro de 2026, foi avançando que este envolve um investimento total de cerca de 19,3 milhões de euros, IVA incluído, para 16 anos.

O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, explicou que o processo, iniciado no anterior executivo em 2025, aprovado pela autarquia e pela Assembleia Municipal, visa não apenas melhorar a qualidade da iluminação, mas também reduzir custos energéticos: “A concretização deste projeto […] irá proporcionar melhor qualidade de iluminação pública em todo o Concelho, com um acrescento importante: iremos também pagar menos, teremos um custo inferior naquilo que é a energia paga pela iluminação pública que vamos ter”, disse na altura.

Além da substituição da iluminação LED, o projeto prevê dois projetos-piloto de unidades de iluminação autossuficientes e a instalação de painéis fotovoltaicos em edifícios públicos, especialmente escolas, promovendo a eficiência energética e o autoconsumo. O investimento reflete um modelo de contratação integrado, que combina melhorias estruturais com redução de custos operacionais e ambientais.