A FIADA – Feira Internacional de Artesanato, Design e Artes da Covilhã abriu esta quinta-feira, no Jardim das Artes, para a quinta edição de uma iniciativa que o presidente da Câmara Municipal considera já uma referência para além do território nacional.
“A FIADA tem feito um caminho de afirmação”, afirmou Hélio Fazendeiro durante a cerimónia de abertura, sublinhando que a feira é hoje “uma referência nacional e já ibérica” numa área que cruza o artesanato, a tradição, o design e a inovação.
A edição deste ano conta com 40 expositores, selecionados entre quase 200 candidaturas, e decorre até domingo, com espetáculos no final do dia e iniciativas também na Biblioteca Municipal da Covilhã. Bilbao é a cidade convidada, no âmbito da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, estando presentes outras cidades nacionais com a mesma distinção.
Para Hélio Fazendeiro, a FIADA é o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de vários anos para consolidar a posição da Covilhã nas áreas da cultura e do design. O autarca recordou a distinção da cidade como Cidade Criativa da UNESCO, em 2021, na categoria de Design, considerando que a feira é “também, de alguma forma, um filho dessa distinção”.
A iniciativa pretende aproximar o saber-fazer tradicional da contemporaneidade, valorizando o conhecimento transmitido entre gerações e colocando-o em diálogo com novas tendências.
“É uma área muito importante que é o artesanato, a tradição, o design, a conciliação daquilo que é o saber fazer, aquilo que é cultura, aquilo que é tradição das nossas populações, o saber acumulado de gerações ancestrais e transformá-lo e atualizá-lo naquilo que é a modernidade, aquilo que é a inovação”, explicou.
O presidente da Câmara destacou ainda o envolvimento de artesãos, agentes culturais, municípios, cidades criativas e restantes parceiros na construção da FIADA, mas também o papel do público.
“É este sentido de comunidade que alimenta aquilo que está hoje em curso” na Covilhã, afirmou Hélio Fazendeiro, associando esse espírito à candidatura da cidade a Capital Portuguesa da Cultura em 2028.
O autarca defendeu que a cultura deve ser também um instrumento de aproximação entre pessoas, quando vivemos num contexto que considera marcado pelo “ódio, pela intolerância, pelo individualismo”.
“É fundamental nós demonstrarmos o contrário”, sustentou, apontando a FIADA como exemplo de uma iniciativa que junta diferentes agentes e demonstra que, “em conjunto, conseguimos ser mais fortes, conseguimos ir mais longe”.
A quinta edição da FIADA prossegue até domingo, no Jardim das Artes, com uma programação que inclui artesanato, design, música e outras iniciativas culturais.
A Biblioteca Municipal da Covilhã vai também receber algumas ações, como uma Exposição de “Crochet Comum”, pela artista têxtil, Rita Teles Garcia, uma Exposição “Moda Circular e Regenerativa com Tinturaria Natural”, pela designer Raquel Amaral e uma Instalação Artística “Memórias Tecidas: Ofícios do Futuro”, pelos alunos do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto. Para além disso, durante os quatro dias de feira, a Biblioteca recebe seminários, ações de capacitação e oficinas.
O Palco Fiada recebe hoje a cantora e compositora Noura, amanhã, dia 4, acontece o espetáculo “Entre Fado, Beira e Alentejo” com Margarida Geraldes e Sofia Pires. Dia 5 decorre o espetáculo “Um abraço a Portugal”, com a Orquestra Típica Albicastrense e dia 6 animação e concerto com TorresFarra.
