A Câmara Municipal de Belmonte candidatou a fundos comunitários a requalificação do Museu dos Descobrimentos, um dos principais equipamentos culturais e turísticos do concelho e aquele que mais visitantes atrai à vila.
O anúncio foi feito esta sexta-feira, 18 de setembro, pelo presidente da autarquia, António Beites, durante a reunião pública da Câmara Municipal. O projeto representa um investimento superior a meio milhão de euros e pretende modernizar o museu, cuja degradação e desatualização tecnológica têm contribuído para o afastamento de visitantes e operadores turísticos.
“Temos essa expectativa, que possamos ter um financiamento para requalificar o Museu dos Descobrimentos. Estamos agora a aguardar, naturalmente, que haja decisão sobre estes temas”, afirmou António Beites aos jornalistas no final da reunião.
A intervenção não deverá incidir na estrutura do edifício, mas sobretudo nos conteúdos, na interatividade e na modernização tecnológica do equipamento.
“Estamos a falar de um valor superior a meio milhão de euros de reabilitação, obviamente, não estrutural do edifício, mas acima de tudo, de todos os seus conteúdos e toda a sua interatividade”, explicou o autarca.
O projeto prevê ainda a introdução de novas tecnologias e a instalação de produção fotovoltaica, com o objetivo de reduzir os custos energéticos do museu.
António Beites sublinhou que o equipamento foi pioneiro na região quando abriu, mas não acompanhou a evolução tecnológica entretanto registada.
“À data da sua construção, de facto, foi um museu bastante pioneiro aqui na região, em muitas áreas de interatividade, mas a evolução tecnológica foi de tal ordem que o museu não acompanhou.”
A necessidade de intervenção no Museu dos Descobrimentos tem também reflexos na atividade da empresa municipal que gere os equipamentos culturais e turísticos de Belmonte, que apresenta este ano resultados negativos e vai receber um reforço de 35 mil euros da Câmara Municipal.
Na reunião, António Beites já tinha apontado a degradação do museu como uma das razões para a quebra de procura, revelando que alguns operadores turísticos deixaram de incluir Belmonte nos seus circuitos.
Nas declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara reconheceu que o estado atual do equipamento justifica as críticas dos visitantes.
“Basta visitarmos o museu, que, naturalmente, hoje deixa muito a desejar, mas esta é a realidade dos factos”, afirmou.
O autarca admite que a degradação acumulada ao longo dos anos e a falta de atualização dos conteúdos contribuíram para a situação atual. “E tudo o que se foi deteriorando também não foi reabilitado ou requalificado. De facto, foram várias lacunas que levaram ao estado atual do museu.”
Para António Beites, a recuperação é prioritária por se tratar do principal polo de atração turística do concelho.
“Temos que ter essa perceção e tentar reabilitar o museu, porque é a grande âncora de visitação do Concelho”, sublinhou.
