Conselho Municipal de Cultura dá parecer favorável à candidatura da Covilhã a Capital Portuguesa da Cultura

O Conselho Municipal de Cultura deu parecer favorável, por unanimidade, à candidatura da Covilhã a Capital Portuguesa da Cultura 2028. A decisão foi tomada na primeira reunião deste órgão, realizada esta terça-feira, 1 de setembro, sessão que ficou também marcada pela tomada de posse dos seus membros.

Na mesma reunião foi apresentado e aprovado o Programa de Desenvolvimento Cultural 2026-2030, documento que define a estratégia cultural do município até ao final da década e que constitui um dos pilares da candidatura.


O programa resulta de um trabalho de auscultação e recolha de dados e identifica a Covilhã como um território com um ecossistema cultural dinâmico, plural e diversificado. Entre as principais prioridades estão o apoio à criação artística, a qualificação dos espaços culturais, a educação artística e a descentralização da programação e da oferta cultural.

A comunicação integrada das iniciativas e o reforço do envolvimento dos cidadãos na produção e fruição cultural e artística são também apontados como áreas de intervenção.

Quanto à candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, foram apresentados os cinco eixos estratégicos que estruturam o projeto: Criação, Conhecimento, Território, Comunidades e Futuro.

Segundo o Município, esta estrutura pretende afirmar a cultura como um vetor coletivo de criação, conhecimento, ligação e transformação social, ao mesmo tempo que procura reforçar a cooperação entre a Covilhã e os restantes territórios da Beira Interior.

A candidatura pretende ainda garantir que o trabalho desenvolvido não termina em 2028, assegurando a continuidade de redes, competências, infraestruturas, públicos e compromissos na área cultural.

Com o parecer favorável, o Conselho Municipal de Cultura passará a acompanhar a concretização do Programa de Desenvolvimento Cultural e a articulação entre o Município, os agentes culturais e a comunidade.

“A Covilhã 2028 parte das dinâmicas do território para afirmar um território que produz cultura, pensamento e relações”, sublinha a autarquia.