A gestão da água e o resgate do saneamento à empresa Água das Serra foram tema na reunião privada da Câmara Municipal da Covilhã na sexta-feira, dia 4.
O vereador do PSD, Pedro Serrão, questionou o Executivo sobre a possibilidade de avançar com projetos no âmbito de um aviso do programa Centro 2030, enquanto Eduardo Cavaco, eleito pela coligação CDS/IL, pediu um ponto de situação sobre o processo de resgate da concessão do saneamento à Águas da Serra, atualmente em tribunal.
Município atento a fundos para reduzir perdas de água

Pedro Serrão questionou Hélio Fazendeiro sobre um aviso aberto no Programa Centro 2030, destinado ao ciclo urbano da água através das comunidades intermunicipais, nomeadamente da CIM Beiras e Serra da Estrela.
O vereador social-democrata destacou que o aviso tem como objetivos o uso eficiente da água e a redução das perdas nos sistemas públicos de abastecimento.
Pedro Serrão lembrou ainda que o PSD assumiu nas últimas eleições o compromisso de combater as perdas de água e procurar condições para reduzir o peso da fatura da água das famílias, questionando se o preço da água pode baixar e se o município, através das Águas da Covilhã, vai apresentar projetos à CIM BSE.

Na resposta, Hélio Fazendeiro recordou que o abastecimento de água em baixa está delegado na empresa municipal Águas da Covilhã e garantiu que a empresa tem aproveitado as oportunidades de investimento e financiamento comunitário.
“A Águas da Covilhã e é uma empresa que tem cumprido com diligência, capacidade e qualidade a missão que lhe tem sido atribuída e, portanto, tem-nos habituado a aproveitar todas as oportunidades de investimento e de fundos comunitários”. “Não tenho dúvida que continuará atenta e vigilante a estas oportunidades de reforço e capacitação das nossas infraestruturas”, disse.
Resgate da concessão continua nos tribunais
O vereador eleito pela coligação CDS/IL, Eduardo Cavaco, quis saber qual o ponto de situação do processo.
“Enquanto o município e a concessionária travam uma batalha jurídica, a vida real não para”, disse o vereador, reforçando que “quem continua a pagar a fatura deste impasse, mês após mês, com uma das águas mais caras, são as famílias e as empresas da Covilhã”.
Face a esta situação questionou, também quais as perspetivas para a resolução do litígio e se o município equaciona alguma solução para aliviar, entretanto, o peso da fatura da água para famílias e empresas.

Hélio Fazendeiro não avançou com novos prazos, remetendo para a informação já prestada anteriormente, e sublinhando que o tema está a ser tratado nos tribunais.
O presidente da Câmara confirmou também que o município continua a trabalhar com o parceiro privado.
“O município encontra-se neste momento a trabalhar com o parceiro privado no sentido de encontrarmos uma solução que sirva o melhor interesse público.”
O autarca acrescentou que continuam a decorrer processos no Tribunal Arbitral e no Tribunal Administrativo relacionados com a decisão de resgate e reversão da concessão, deliberada no mandato anterior.
