A deputada municipal independente na Assembleia Municipal da Covilhã, Magna Lourenço, submeteu uma petição à Assembleia da República para pedir a realização de um estudo de viabilidade para a criação de um Centro Oncológico de proximidade para servir os concelhos da Beira Interior.
Na exposição de motivos, a eleita alerta para a ausência, na região, de uma resposta local para todas as doenças oncológicas. Doentes da Covilhã, Fundão, Belmonte, Guarda ou Castelo Branco são frequentemente obrigados a deslocar-se a Coimbra, Porto ou Lisboa para consultas, exames e tratamentos especializados, muitas vezes durante meses ou anos.
Magna Lourenço considera que esta realidade agrava o impacto da doença sobre os doentes e as famílias, devido ao tempo e desgaste das viagens, ao afastamento das redes de apoio e aos custos de transporte, alimentação e, em alguns casos, alojamento.
“Ter cancro não pode custar mais só por se viver no interior do país”, afirma a autarca, defendendo que os mecanismos de encaminhamento existentes não substituem uma resposta de proximidade.
A petição chama ainda a atenção para a fase de investigação e diagnóstico, que considera particularmente importante e que nem sempre está abrangida pelos mecanismos de transporte atualmente disponíveis.
Entre os pedidos dirigidos à Assembleia da República está a recomendação ao Governo para realizar um estudo de viabilidade para a criação de um Centro Oncológico ou unidade de referenciação oncológica de proximidade. O estudo deverá avaliar, entre outros aspetos, o número de doentes da região, as distâncias e tempos médios de deslocação e a cobertura efetiva dos mecanismos de transporte existentes.
A iniciativa pede também o reforço da rede de transporte gratuito para doentes oncológicos, incluindo aqueles que ainda se encontram em fase de investigação e diagnóstico, e uma maior articulação entre os municípios da Beira Interior, as unidades locais de saúde e o Ministério da Saúde.
Magna Lourenço apela à participação da população, autarcas e associações da região na subscrição e divulgação da petição.
A iniciativa pode ser consultada e subscrita na plataforma oficial da Assembleia da República. Caso ultrapasse as mil assinaturas, será publicada integralmente no Diário da Assembleia da República e a autora será ouvida em audição pela comissão parlamentar competente.
A petição conta atualmente com 132 subscritores. A petição pode ser consultada e assinada AQUI
