Na reunião privada desta sexta-feira, o executivo municipal aprovou por unanimidade o Plano Municipal de Desenvolvimento Cultural 2026/2030, documento que define as principais linhas de orientação da política cultural da Covilhã para os próximos quatro anos.
Em declarações aos jornalistas, Hélio Fazendeiro, presidente do Município, rejeitou a ideia defendida pela oposição de que a Covilhã só agora tenha encontrado um caminho na área cultural.

“Dizer-se que só agora existe um caminho é profundamente injusto e ingrato com todos os decisores políticos e todos os agentes culturais que, ao longo de muitas décadas, têm vindo a trabalhar naquilo que é a promoção e a produção cultural no nosso território”, afirmou.
O autarca considera que o novo plano representa a continuidade de um percurso iniciado há vários anos, nomeadamente através do anterior Programa de Desenvolvimento Cultural, que esteve na base do reconhecimento da Covilhã como Cidade Criativa da UNESCO, em 2021, frisando que é o sucedâneo do plano de desenvolvimento desportivo 2021/25.
Hélio Fazendeiro revelou também que já está a ser preparado, em parceria com a Universidade da Beira Interior e outros agentes culturais, um plano com um horizonte temporal mais alargado, até 2040.
O objetivo, explica, é consolidar a Covilhã como “um centro de cultura não só na região, mas em todo o interior do país e com expressão também já do ponto de vista ibérico”.
O plano pretende dar continuidade à valorização do património, saberes e tradições locais, mas também reforçar a produção cultural, a chegada de novos agentes e a promoção de novas áreas artísticas, conciliando “o saber-fazer” e a tradição “com a inovação e com aquilo que é as novas tendências”.
Vereadores destacam importância do documento
Pelo PSD, Pedro Serrão, que substituiu Jorge Simões, considerou que o plano “reflete o trabalho que já tem sido feito ao longo destes anos”, destacando a afirmação da Covilhã no panorama cultural.

“Temos que salientar que é, digamos, um ponto positivo que no futuro trará benefícios para a gente da Covilhã”, afirmou, apesar de admitir que o PSD possa não concordar “com tudo e a forma como é feito”.

Miguel Rebelo, do Movimento Independente pelas Pessoas, também confirmou a aprovação total do documento. “É de saudar que ele tenha chegado, mesmo com algum atraso, mas chegou, ou seja, sabemos que temos agora um caminho e temos um plano para a cultura”, declarou.

Já Eduardo Cavaco, vereador eleito pela coligação CDS/IL, considerou o documento “fundamental, estratégico, de orientação para as políticas culturais que vão ser implementadas e que vão estar no terreno”.
O vereador destacou o trabalho das equipas envolvidas na elaboração do plano e salientou que o documento identifica “os nossos pontos fortes, algumas fragilidades, mas, acima de tudo, aponta caminho para aquilo que pode e deve ser feito pela cultura da nossa cidade e do nosso Concelho”.
Eduardo Cavaco apontou, contudo, algumas áreas que considera prioritárias: mobilidade, comunicação, descentralização cultural e ligação à comunidade académica.
