A abertura do ano letivo 2026/2027 no distrito de Castelo Branco continua marcada por dificuldades ao nível dos professores, equipamentos informáticos, condições dos edifícios escolares, climatização e transportes, acusa o Sindicato de Professores da Região Centro.
As conclusões resultam de um levantamento realizado junto de 57% dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do distrito, através de respostas dos respetivos diretores, recolhidas no início de setembro.
Na nota o sindicato realça que a falta de professores se mantém como uma preocupação. Um quarto das escolas e agrupamentos prevê dificuldades no preenchimento de vagas, enquanto 75% afirma não conseguir ainda fazer qualquer previsão. As respostas associam os problemas de recrutamento à falta de candidatos, perda de atratividade da profissão, baixos salários, envelhecimento dos docentes, precariedade dos horários e custos de habitação e deslocação, particularmente no interior.
Na área da transição digital, 66,6% das escolas consideram insuficiente o número de equipamentos informáticos. A mesma percentagem indica que alguns equipamentos não estão em plenas condições de utilização e 16,6% refere a existência de equipamentos inoperacionais. São ainda apontadas redes de internet deficientes e computadores obsoletos.
As condições dos edifícios para enfrentar fenómenos de temperaturas extremas constituem outra das preocupações. Apenas 43,75% das escolas inquiridas se consideram preparadas para o frio e 25% para o calor. Quanto à resposta a situações de precipitação, apenas 12,5% não identifica problemas.
Também os transportes condicionam o acesso à escola: metade dos agrupamentos e escolas inquiridos aponta problemas na adequação da rede ou dos horários. Um terço refere ainda deslocações longas, superiores a 20 quilómetros ou a 20 minutos, havendo também referências à qualidade e segurança das viaturas.
O levantamento conclui que os constrangimentos no início do ano letivo não se limitam à colocação de professores, abrangendo recursos humanos, equipamentos, edifícios, condições térmicas e transportes. O documento aponta ainda para o envelhecimento e falta de formação adequada dos assistentes operacionais.
