A Camisola Preta organiza uma mesa redonda sobre José Mário Branco, com o tema “O valor da palavra na obra de José Mário Branco”, no dia 1 de outubro, pelas 21:30, na Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, no Fundão.
A mesa redonda junta em conversa, o fadista Camané, António Branco e Ricardo Andrade, coorganizadores do livro “José Mário Branco: Entrevistas para a imprensa (1970-2019)”. A moderação fica a cargo de Miguel Cardoso.
Segundo nota de imprensa, esta iniciativa pretende valorizar “a vida, obra do artista e homem José Mário Branco, partindo do trabalho desenvolvido e das relações pessoais que os oradores com ele estabeleceram ao longo do tempo.”
O artista é uma das maiores figuras da música portuguesa, ligado ao movimento artístico que se opôs ao regime ditatorial e se afirmou com o 25 de abril de 1974. Compositor, arranjador e produtor musical, José Mário Branco foi uma personalidade ativa, crítica e inquieta, sempre em busca de compreender e intervir no mundo.
Esta conversa é o primeiro momento do projeto alargado “Tudo”, que a Camisola Preta vai desenvolver a partir de outubro e se prolonga até julho de 2027.
A Camisola Preta é uma companhia artística multidisciplinar, fundada oficialmente em 2023 por João Figueira, que reúne artistas de diferentes áreas e se dedica à criação de espetáculos originais e multidisciplinares, apresentados em vários pontos do país. Desde 2023, a Camisola Preta tem contado com o apoio da DGARTES através das candidaturas que apresenta.
O projeto “Tudo” vai desenvolver vários momentos pela região, incluindo na Covilhã, onde vão decorrer duas apresentações do espetáculo “Do que um Homem é capaz”, no dia 19 de março de 2027, na Biblioteca Municipal.
Nos dias 28 e 29 de maio, é apresentado o espetáculo “Tudo”, no Teatro Municipal da Covilhã.
Recorde-se que esta mesa redonda conta com a organização da Camisola Preta, em parceria com a Associação Fado Cale, a Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade e a editora Tinta-da-china.
