António Monteiro homenageado por mais de seis décadas de associativismo na Covilhã

A Banda da Covilhã assinalou esta quinta-feira, Dia Mundial da Música, os mais de 60 anos de dedicação de António Monteiro ao associativismo e à vida cultural e desportiva da cidade. Aos 90 anos, o dirigente foi, também, distinguido pela Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto com o Galardão “Reconhecimento e Homenagem”.

A cerimónia decorreu no Auditório Júlio Cardona e contou com a entrega da Medalha e do Diploma do galardão por Rogério Almeida, vice-presidente da direção da Confederação.


O presidente da Banda da Covilhã, Nuno Abreu, destacou o percurso de António Monteiro na instituição e o papel desempenhado ao longo de décadas.

“Falar de mais de 60 anos de liderança e dedicação associativa é falar de algo muito mais raro e grandioso. É falar de uma vida inteira colocada ao serviço dos outros. É falar de uma missão. É falar de amor a esta nossa casa, à nossa terra e às nossas gentes. O Senhor Monteiro personifica este espírito de missão que as associações necessitam, onde é efetuado um trabalho invisível para muitos, mas vital e essencial para todos. É a identidade e elemento vivo da história da nossa Banda e da nossa cidade.”

Rogério Almeida sublinhou que a distinção reconhece não apenas um percurso individual, mas também o contributo de António Monteiro para o movimento associativo.

“São mais de seis décadas de dedicação ao associativismo, não são apenas uma história pessoal, são uma parte da história das nossas comunidades e do nosso movimento associativo popular. Ao longo de tantos anos, o associativismo faz-se de pessoas, pessoas que dão tempo, dão trabalho, conhecimento e, muitas vezes, uma parte importante da sua vida, sem esperar outra recompensa que não seja ver a sua coletividade, ou as suas coletividades, continuar vivas, úteis e próximas da população. É esse compromisso que hoje queremos reconhecer.”

A distinção representa ainda, segundo o vice-presidente da Confederação, todos aqueles que acompanharam António Monteiro ao longo do seu percurso associativo.

Aos 90 anos, António Monteiro recebeu a homenagem com emoção e recordou um percurso iniciado ainda jovem, com passagens por várias coletividades da Covilhã, antes de se dedicar à Banda da Covilhã, onde integrou a direção desde 1955.

“Tenho 90 anos, não esperava de facto chegar onde cheguei, mas esta homenagem é uma honra para mim, é uma satisfação que me dá, tão grande, tão grande, tão grande, porque nunca me esquecerei desta homenagem. (…) A banda foi sempre a minha segunda casa. (…) Em 1955 é que eu entrei para a banda, além disso, eu já entrava na banda, mas como dirigente foi em 1955 até à data, e tenho tudo a dizer de bem. Muito obrigado a todos, e que Deus nos dê saúde para que mais um ano”, disse emocionado.

António Monteiro esteve ligado à Banda da Covilhã desde 1955, tendo atravessado diferentes direções e participado no processo de recuperação da instituição após o incêndio que destruiu a sua sede, em 1992. O seu percurso associativo inclui também cerca de 45 anos ligados ao Sporting Clube da Covilhã.

Francisco Moreira, vice-presidente da Banda da Covilhã, destacou a amizade de décadas e o papel de António Monteiro na preservação da instituição, enquanto Luís Garra, presidente da Assembleia Geral, o apontou como exemplo de dedicação ao associativismo e à Banda.