A requalificação da Avenida 25 de Abril, a segurança rodoviária na Rua Marquês D’Ávila e Bolama, junto à Universidade da Beira Interior (UBI), e a falta de estacionamento no centro da Covilhã estiveram em discussão na reunião pública da Câmara Municipal, realizada a 16 de outubro. O presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, admitiu a necessidade de intervir nas duas vias e apontou soluções para reforçar o estacionamento.
Avenida 25 de Abril precisa de intervenção, mas sem prazo definido
O vereador Eduardo Cavaco, eleito pela coligação CDS/IL, alertou para a degradação do pavimento e dos passeios da Avenida 25 de Abril, defendendo uma solução que concilie a preservação das árvores com melhores condições de acessibilidade e segurança.
Propôs a criação de uma comissão de trabalho para ouvir moradores, utilizadores e serviços municipais, de forma a encontrar uma solução consensual.

Hélio Fazendeiro, recordou que a requalificação desta Avenida é um tema recorrente, reconheceu a importância da intervenção, mas salientou que será necessário ponderar diferentes interesses, nomeadamente a preservação das árvores, o alargamento dos passeios, a manutenção dos lugares de estacionamento e a escolha do pavimento.
“Há uma coisa que eu sei, nós vamos ter que intervir naquela via”, afirmou o presidente, admitindo, contudo, não ter a certeza de que a obra possa avançar durante o atual mandato. “Não consigo hoje comprometer-me com os covilhanenses que o vamos fazer, mas vamos trabalhar para encontrar uma solução para aquela via”, acrescentou.
O presidente concordou ainda com a necessidade de envolver a comunidade na discussão, incluindo a manutenção ou não de paralelos.
Segurança rodoviária junto à UBI sob avaliação
A segurança na Rua Marquês D’Ávila e Bolama, junto ao acesso ao parque de estacionamento da UBI, foi levantada pelo vereador Miguel Rebelo, eleito pelo Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), na sequência de um acidente entre um motociclo e uma viatura, que deixou o motociclista gravemente ferido.

O vereador apontou os obstáculos à visibilidade provocados pelas floreiras junto à saída do parque, a velocidade praticada pelos automobilistas e o funcionamento da sinalização luminosa da passagem para peões. Defendeu uma avaliação das condições de circulação e a ponderação de medidas como limites de 30 km/h e mecanismos de controlo de velocidade.
Hélio Fazendeiro explicou que as floreiras foram colocadas a pedido da Universidade, para impedir o estacionamento de automóveis no passeio, que dificultava a circulação pedonal e a visibilidade à saída do parque.
Ainda assim, admitiu reavaliar a situação e pediu aos serviços municipais que estudem a possibilidade de instalar um espelho parabólico para melhorar a visibilidade. Sobre a velocidade, reconheceu que é uma preocupação em várias vias urbanas, defendendo que as medidas de controlo devem ser aplicadas nos locais onde se justifiquem, mas vincando que é também fundamental o civismo de todos
Câmara admite abrir Parque do Calvário ao público
A falta de estacionamento voltou a ser abordada por Eduardo Cavaco, que questionou o executivo sobre o cumprimento da promessa de elaborar um plano abrangente para criar mais lugares na cidade. O vereador sugeriu estudar a utilização de espaços privados na zona histórica, nomeadamente os parques do Calvário e da APPACDM, em articulação com os respetivos proprietários.

Hélio Fazendeiro anunciou que a Câmara pretende retomar as obras de construção de estacionamento junto ao Mercado Municipal e revelou que está a avaliar, com a Santa Casa da Misericórdia da Covilhã, a possibilidade de abrir o Parque do Calvário ao estacionamento público.
Quanto ao parque da APPACDM, o presidente considerou que poderá existir uma oportunidade para a instituição rentabilizar o espaço através de avenças destinadas a moradores que necessitem de estacionamento noturno, comprometendo-se a abordar a possibilidade com a direção.
O autarca frisou que a atração de mais pessoas para o centro da cidade aumenta a necessidade de encontrar soluções de estacionamento.
