A Inter-Reformados, a União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB/CGTP-IN), a Associação de Reformados da Covilhã e a União de Reformados do Tortosendo vão pedir, com carácter de urgência, uma reunião à Câmara Municipal da Covilhã para discutir as suas propostas para os transportes públicos. Se o encontro não for marcado em tempo útil, uma delegação de reformados e das organizações deverá deslocar-se à próxima reunião pública do executivo municipal.
A decisão foi anunciada esta terça-feira por Luís Garra, coordenador da Inter-Reformados, após uma reunião conjunta das organizações, realizada na Covilhã, que avaliou os plenários promovidos junto de reformados e o ponto de situação das reivindicações apresentadas ao município.
“Estamos perante prazos apertados”, alertou Luís Garra, considerando que o Plano e Orçamento Municipal para 2027 devem já contemplar a criação de um passe social único, com um custo máximo de 30 euros mensais e entrada em vigor a 1 de janeiro.
As organizações dizem continuar a defender a gratuitidade dos transportes para os reformados, mas admitem uma solução faseada. Entre as propostas está a gratuitidade para os reformados com Cartão Social Municipal e para os maiores de 65 anos, em data a acordar, bem como a garantia de que a eventual implementação do transporte a pedido não conduza à redução dos horários ou serviços existentes, sobretudo nas freguesias rurais.
A proposta sobre transportes e mobilidade foi entregue à Câmara em maio, mas, segundo Luís Garra, não obteve resposta. Em junho foi solicitado um encontro e, apesar de um compromisso assumido em agosto para que a reunião acontecesse na primeira quinzena de setembro, o encontro continua por marcar.
Para o coordenador da Inter-Reformados, as organizações não vão ficar passivas perante a ausência de resposta. “Nós não pertencemos ao grupo dos que desistem e por isso não aceitamos, nem vamos ficar passivos perante a ausência de resposta às nossas propostas e pedidos de reunião”, afirmou.
Luís Garra deixou ainda um aviso sobre o eventual prolongamento da falta de diálogo: “Se aí não obtiverem qualquer resposta positiva e concreta às propostas que nós fizemos, naturalmente teremos que equacionar a realização de outras ações.”
Na conferência de imprensa, o responsável defendeu que a redução dos custos dos transportes não é uma reivindicação isolada e apontou exemplos de outros municípios onde existem soluções gratuitas ou passes de valor reduzido.
Sobre a possibilidade de um passe único de 30 euros, defendida publicamente pelo atual presidente da Câmara, Luís Garra considerou que essa posição deve ter consequências práticas. “Se é para um passe municipal único, único, de 30 euros, então o que é que falta para nos sentarmos, para reunir connosco e assentarmos nisso, para entrar em vigor em 1 de Janeiro de 2027?”, questionou.
“Mas é um passe para todos, para os transportes urbanos, e de acordo com aquilo que tem sido dito, é 30 euros para os passes urbanos, interurbanos e intermunicipais. E portanto, o que é que falta? Porque é que não marca a reunião? Não faz sentido”, sublinhou ainda o sindicalista, concluindo que “se a questão é querer aplicar dizendo, fui eu que tomei a decisão, não precisei que haja reuniões com ninguém, enfim, acho que é uma forma muito pouco operacional de entender a ação política”, concluiu.
A prioridade imediata das organizações passa agora pela marcação da reunião. Caso tal não aconteça, a intenção é levar diretamente as reivindicações à próxima sessão pública da Câmara Municipal da Covilhã.
