A primeira edição do BONDING 1.0 decorreu nos dias 25 e 26 de setembro de 2026, na Covilhã, numa iniciativa promovida pela Associação BeRheuma, com o apoio científico do Serviço de Reumatologia da Unidade Local de Saúde da Cova da Beira e da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.
Reunindo doentes, familiares, associações e profissionais de saúde, o encontro afirmou a importância da partilha de conhecimento e da cooperação para uma resposta mais integrada, próxima e centrada nas necessidades das pessoas com doença reumática.
Durante a manhã de 25 de setembro, o programa foi dedicado aos doentes e à comunidade, através da sessão «Mexa-se sem medo: vamos cuidar das articulações e dos ossos». Orientada por especialistas de Reumatologia, a sessão abordou a fibromialgia, a osteoporose, a artrite reumatoide, o lúpus eritematoso sistémico e as espondilartrites, disponibilizando informação clara e acessível sobre estas patologias, os seus sintomas e as estratégias para enfrentar os desafios do quotidiano.
A escuta e o diálogo assumiram um lugar central neste período do encontro, proporcionando aos doentes um espaço para expressar dúvidas, partilhar experiências e dar voz às suas necessidades. A participação das associações ANDAR, EM – Associação em Movimento, Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas e MYOS permitiu dar a conhecer direitos, recursos e canais de apoio, reforçando o papel do movimento associativo na informação e no acompanhamento das pessoas com doença reumática.
Esta componente do BONDING 1.0 reuniu cerca de 150 participantes e teve como objetivo fortalecer a articulação entre a Medicina Geral e Familiar e a Reumatologia, promovendo uma atuação coordenada e complementar, capaz de favorecer um acompanhamento mais integrado e atempado dos doentes.
Neste contexto, foi destacada a importância de uma ligação próxima entre os reumatologistas e os médicos de Medicina Geral e Familiar no acompanhamento e tratamento das pessoas com doença reumática, assegurando a continuidade dos cuidados e a adequação das respostas às necessidades de cada doente.
O programa científico assentou na discussão de temas como manifestações musculoesqueléticas, lombalgia, fibromialgia, doenças autoimunes e gravidez, artropatia gotosa, osteoporose, doença reumática pediátrica e terapêuticas biotecnológicas. A abordagem destes temas proporcionou a atualização de conhecimentos e a reflexão conjunta sobre os desafios da prática clínica, reforçando a cooperação entre especialidades e níveis de cuidados.
Segundo nota enviada à RCC, “o BONDING 1.0 afirmou o valor de uma abordagem multidisciplinar e centrada na pessoa. A iniciativa reforçou os laços entre profissionais de saúde, associações, doentes, familiares e comunidade, num compromisso comum com a qualidade dos cuidados, a participação informada e a melhoria da qualidade de vida.”
