BE preocupado com exploração mineira na Argemela

Em nota de imprensa a Comissão Distrital de Castelo Branco do Bloco de Esquerda (BE) mostra preocupação com o pedido de “exploração experimental” apresentado em novembro para uma área de cerca de 7,8 hectares, localizados exclusivamente na União de Freguesias de Barco e Coutada, no concelho da Covilhã. A área abrangida por este segundo pedido de exploração é um dos fatores preocupantes para os bloquistas uma vez que se “for aprovado a exploração mineira a título experimental será dispensada de Estudo de Impacte Ambiental (EIA), pois o mínimo exigido por lei são 25 hectares”, explica o BE.

Para os bloquistas, “esta situação desencadeará a implantação da exploração mineira na Argemela e, muito provavelmente, o alargamento gradual da área de exploração”, já que neste novo pedido constam “claras intenções de novas prospeções e alargamento da área de exploração”. O partido recorda que o seu grupo parlamentar já questionou o Ministério da Economia sobre a eventual instalação de uma exploração mineira na Serra da Argemela e lembra que a população e os autarcas da região já se manifestaram contra este projeto.

O BE apresenta o parecer da comissão de avaliação, como uma das razões para o seu “repúdio” à exploração. A Comissão aponta que, “de entre os vários minerais a serem extraídos, encontram-se o césio e o rubídio que se caracterizam pela sua radioatividade, a qual, mesmo em pequenas quantidades, é fator de risco muito elevado em problemas de saúde como a infertilidade e o cancro”. O impacto para a saúde do avanço deste projeto far-se-ia sentir através da “’inalação de partículas soltas, a exposição a vibrações e ruído constante; a exposição a metais pesados e águas contaminadas’, que ameaçariam o rio Zêzere”, acrescenta o BE.

Frisando ainda que uma mina a céu aberto implica a “destruição da serra, da fauna, da flora e do património arqueológico ali situado”, o BE promete igualmente continuar a luta ao lado das populações.