GNR garante que não vai encerrar postos no distrito de Castelo Branco

A GNR não vai encerrar nenhum posto no distrito de Castelo Branco e o projeto-piloto que foi testado em 2018 visa apenas “otimizar os recursos”, garantiu o comandante do Comando Territorial, coronel Jorge Ludovico Bolas, que falava à margem da cerimónia militar comemorativa do Dia da Unidade do Comando Territorial de Castelo Branco, que decorreu esta quarta-feira, na Covilhã.

O comandante afirma que “a intenção não é encerrar, esse é um cenário que nunca esteve na mesa”. Jorge Bolas defende que o território “é demasiado grande para equacionar encerramentos”, defendendo que “a malha tem que se manter tal como está”. Para o Comandante o importante é “minimizar a área administrativa para libertar gente para a patrulha”. Garante que mesmo os postos em regime de atendimento reduzido “irão manter-se”, acrescentando que o projeto-piloto que foi implantado durante um mês em alguns postos do distrito e que criou receios da população relativamente a eventuais encerramentos, não tem fundamento. Segundo esclareceu, a experiência visou apenas “concentrar áreas administrativas para libertar militares para a patrulha” e os resultados estão agora a ser analisados.

Um tema a que o comandante já tinha feito alusão durante o seu discurso na cerimónia militar, afirmando que o desempenho “melhorou em todos os indicadores testados”, frisando que “houve mais gente disponível, mais patrulhas, mais presença, maior concertação para a vida dos militares, mais disponibilidade e mais segurança”. Reforçou que no caso concreto do concelho da Covilhã o policiamento aumentou em 31%.

A desenvolver atividade “no 4º maior distrito do país”, com concelhos e freguesias de singularidades próprias, “a imensidão do território, a população idosa e dispersa, “tornam difícil, e muitas vezes incompreendida a missão da GNR no terreno”, salientou o comandante afirmando que também a guarda sofre “os problemas da região” como a “desertificação e o desinvestimento”.

Atualmente, o Comando Territorial de Castelo Branco conta com um efetivo de 700 pessoas, número que aquele responsável diz ser sustentável, “mas não por muito tempo”, acrescentando “que para a segurança somos sempre poucos”. Sem quantificar as necessidades, admitiu que “gostaria de ver o efetivo reforçado”, até porque, “dos 31 postos do Comando Territorial, 14 não são autónomos”, afirmando que alguns merecem ser reforçados”

Presente na cerimónia, o inspetor da Guarda, major-general José Luís de Sousa Dias Gonçalves, revelou ainda que o Comando Territorial de Castelo Branco recebeu, no final de 2018, cerca de 30 novos guardas e oito novas viaturas. Meios que, ao nível do efetivo, permitiram compensar as 20 saídas de militares que houve para o Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro, que foi reforçado no âmbito do programa de combate aos fogos florestais, informou Jorge Ludovico Bolas, que no discurso garantiu que olhando para a atividade operacional do ano passado, e aos meios de que dispõe, afirmou que “nunca antes, tão poucos fizeram tanto”.