Apoios para água e luz de associações humanitárias vão manter-se

Algumas associações do concelho, nomeadamente algumas de caráter humanitário, como o Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira, receberam cartas do município onde são informadas que a câmara vai deixar de suportar os custos com água e luz das suas sedes, “mas vai haver exceções”, garante Vítor Pereira.

O tema esteve em discussão na reunião pública do executivo. Adolfo Mesquita Nunes, vereador do CDS-PP na Câmara Municipal da Covilhã, questionou o executivo sobre “o corte deste apoio” a associações de caráter humanitário, considerando o seu caráter “excecional de atuação”, Mesquita Nunes propôs que, para além da cedência de instalações, “o apoio ao pagamento destas contas se mantenha”.

Vítor Pereira, presidente da câmara, garantiu que “haverá exceção” na regra que irão implementar. “Para as de caráter humanitário, mas também para outras que provem que não têm capacidade para pagar essas contas”, frisou o autarca.

O vereador com o pelouro do associativismo na autarquia, José Miguel Oliveira, explica que esta foi uma iniciativa dos serviços de património que “fizeram uma verificação exaustiva de contratos de água e luz dos espaços do município, que estavam a ser ocupados por outras entidades” e verificou-se que “nos protocolos de cedência de instalações estava que as associações suportariam os custos com água e luz”, frisou.

O vereador frisou ainda que a autarquia “tem conversado com as associações sobre este dossier”, não se limitando a enviar a referida carta.