Novas empresas: Beira Interior abaixo da média nacional

Segundo os dados da D&B, até final do mês de julho, criaram-se no país mais de 31 mil empresas, na Beira Interior (BI) foram criadas 583. No país encerraram 8732, na BI encerraram 161.

Pires Manso, professor catedrático no Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Beira Interior, e Coordenador do Observatório Económico e Social da universidade, analisou os números e conclui que, “em média nascem em todo o país 2.7 empresas novas por cada uma que fecha”, na Beira Interior a razão é mais baixa.

Desde o princípio do ano e até julho, em Castelo Branco criaram-se 353 novas empresas contra 276 no período homólogo de 2018 (+27.9%), entraram em insolvência 17 contra 29 o ano passado (-41.4%), e encerraram 88 contra 150 o ano passado (-41.3%). Por sua vez no distrito da Guarda criaram-se até ao fim de julho 230 novas empresas contra 210 (+9.5%) no período homólogo de 2018, entraram em insolvência 16 contra 21 o ano passado (-23.8%), e encerraram 73 contra 93 o ano passado (+21.5%).

Segundo os dados analisados, Pires Manso conclui que “em Portugal nasceram 2.7 empresas nos últimos 12 meses por cada uma que encerrou”. Beja lidera o rácio com 3,6 segue-se Angra do Heroísmo com 3.5, Setúbal e Horta 3.2 cada e Faro 3.0. Castelo Branco surge em 9º lugar com 2.7. A Guarda tem 2,5 de rácio.

Para Pires Manso a “repartição de empresas é muito desigual entre os distritos do país com os do litoral a concentrarem um maior número de empresas já existentes e de criação de novas”, frisando que “a situação tende a agravar-se em desfavor do interior e ilhas” e que “a Beira Interior tem um peso muito diminuto no número de empresas que aí se criaram e também no das que encerraram” e que é nestes distritos que geralmente “se cria menos empresas por cada uma que desaparece”.

Para o líder do Observatório Económico e Social da UBI são precisas políticas públicas de investimento e “canalizar alguns grandes investimentos privados para estas regiões” para travar as “desigualdades em termos de desenvolvimento harmónico do país”.