Grupo de estudantes da UBI manifesta-se em frente à reitoria

Ao início desta tarde cerca de 30 alunos da Universidade da Beira Interior (UBI) juntaram-se à porta do polo principal da instituição para mostrarem o seu descontentamento em relação ao pagamento das propinas e “das condições do alojamento”.

Bernardo Temudo, finalista do curso de Engenharia Eletromecânica, da UBI é um dos organizadores da manifestação e explicou que a iniciativa surgiu da vontade de 5 pessoas criarem um “movimento orgânico para toda a gente se poder queixar fora dos canais oficiais da Universidade”.


As principais reivindicações deste grupo de alunos têm que ver com o pagamento das propinas e a desigualdade de valores “da propina entre estudantes nacionais e internacionais” e “as condições tanto nas residências como nas condições materiais dos edifícios da universidade, nomeadamente as infraestruturas”, visto que, chove “dentro das faculdades”, frisou Bernardo Temudo.

O estudante da UBI destacou ainda “as taxas que quem vive nas residências tem de pagar”, por exemplo “para ligar aparelhos eletrónicos que não são facultados pela Universidade” e a alteração “dos exames de recurso para de exames de época especial”.

Os manifestantes seguiram para o edifício da reitoria onde esperavam poder dialogar e entregar ao reitor da instituição, António Fidalgo, “um caderno com as nossas reivindicações” para que “leia e reflita sobre ele para trabalharmos em conjunto e tornarmos a UBI na universidade que todos merecemos e tem potencial para ser”, referiu o aluno de Engenharia de Eletromecânica.

Bernardo Temudo vincou que os alunos querem “frontalidade por parte da reitoria e dos poderes que regem a nossa universidade porque só com frontalidade e trabalhando em conjunto é que podemos alterar alguma coisa”.

O estudante de Engenharia de Eletromecânica revelou que vários alunos tentaram falar com a reitoria e a Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) antes da manifestação, mas não obtiveram resposta. Ainda assim, compreendem o facto de a AAUBI não ter atendido às diversas “queixas” , uma vez que, a associação académica “não tem de tratar de todos os problemas dos alunos”, porque a UBI “é uma Universidade diversa e não tem tempo nem condições para tratar dos problemas de cada aluno individualmente”.

Bernardo Temudo disse ainda que “este se trata de um movimento que se representa a ele próprio não temos qualquer ideia de representar a comunidade da UBI como um todo, mas temos apenas a ideia de representar quem está e concorda connosco”.