Novo começo: projeto do Colégio das Freiras arranca no Bolinha de Neve a 1 de setembro

O Centro Social Jesus Maria José anunciou, em comunicado, que vai iniciar, a 1 de setembro de 2026, a atividade do “Colégio das Freiras” no edifício do antigo Infantário Bolinha de Neve, na Covilhã, na sequência de um protocolo agora autorizado pelo Instituto da Segurança Social.

Segundo o comunicado enviado à comunicação social, “no passado dia 14 de abril de 2026, foi formalmente autorizada, pelo Instituto da Segurança Social, a concretização deste projeto no edifício do Bolinha de Neve, com início no próximo ano letivo, a 1 de setembro de 2026”. A instituição sublinha que este passo “representa não apenas uma decisão administrativa, mas a concretização de um objetivo pelo qual tantos lutaram”.


A partir dessa data, o funcionamento arrancará no piso 0 do edifício, estando previstas intervenções faseadas nos restantes espaços. “Numa fase inicial, o funcionamento do colégio será assegurado no piso 0 do edifício, onde estarão reunidas todas as condições necessárias ao desenvolvimento das atividades educativas e ao bem-estar das crianças”, refere o comunicado.

O documento acrescenta que será iniciado “um processo de intervenção faseada nos restantes pisos, permitindo a requalificação progressiva do espaço, sem impacto significativo no normal funcionamento das valências, assegurando sempre a tranquilidade e segurança de todos”.

O Centro Social explica que esta solução surge após o encerramento da Fundação Imaculada Conceição, a 31 de agosto de 2025, que até então assegurava o projeto educativo. Desde o anúncio desse fecho, em janeiro de 2025, “iniciou-se um percurso exigente, que mobilizou pais, a Câmara Municipal da Covilhã e o Instituto da Segurança Social, unidos por um propósito comum: garantir uma resposta estável, digna e de qualidade para as crianças e para as suas colaboradoras”.

Foi neste contexto que a instituição foi desafiada a assumir a gestão do colégio. “Foi um desafio que abraçámos com profundo sentido de missão e responsabilidade para com a comunidade”, lê-se.

O comunicado destaca ainda o papel da comunidade local, sublinhando que “a comunidade covilhanense teve um papel absolutamente determinante, mostrando que, quando uma cidade se mobiliza, é capaz de alcançar o que parecia impossível”. Essa mobilização foi particularmente visível “na luta pela devolução do edifício do antigo Infantário Bolinha de Neve”, construído nos anos 70.

Numa primeira fase, as intervenções no espaço serão limitadas. “Importa referir que, nesta fase, as intervenções a realizar serão essencialmente de limpeza, organização e pequenas reabilitações, preparando o edifício para acolher, com dignidade, esta nova etapa”, refere o texto, acrescentando que esta é “uma solução de transição, integrada numa visão futura mais ampla de requalificação total do espaço”.

O Centro Social Jesus Maria José considera tratar-se de “um momento de conquista coletiva”, destacando a articulação com a Comissão de Pais pelo Bolinha de Neve, a autarquia e a Segurança Social.

“A todos os que contribuíram […] deixamos uma palavra sincera de gratidão”, lê-se, numa mensagem que conclui: “O que começou como uma incerteza transformou-se, com o esforço de todos, numa realidade concreta, numa vitória da comunidade e numa esperança renovada para o futuro”.