A Covilhã vai candidatar-se a Capital Portuguesa da Cultura 2028. A confirmação foi dada esta sexta-feira pelo presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, no final da reunião privada do executivo municipal, onde o tema esteve em discussão após uma proposta apresentada pelo vereador da coligação CDS/IL, Eduardo Cavaco.

O autarca revelou que a candidatura já está a ser preparada internamente pelos serviços municipais e pelo executivo.
“Já corre internamente na Câmara Municipal, no executivo e nos serviços, a preparação dessa candidatura”, afirmou.
Segundo Hélio Fazendeiro, a intenção do município passa por reforçar a estratégia cultural que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos anos. “Queremos apresentar uma candidatura robusta, uma candidatura capaz, que permita honrar desde logo o nome da Covilhã nessa candidatura, posicionarmo-nos para vencer”, sublinhou.
O presidente da Câmara destacou ainda que o mais importante será o trabalho de mobilização cultural e territorial associado ao processo. “Mais importante do que essa distinção vai ser o trabalho que estamos a desenvolver e o envolvimento de todos os agentes económicos, todos os agentes culturais do território.”
Hélio Fazendeiro explicou que a construção da candidatura será feita em articulação com estruturas culturais, criadores e instituições do concelho. “É também através deles e com eles que nós vamos construir não só esta candidatura, como toda a programação que iremos propor.”
Sem adiantar pormenores sobre o projeto, o autarca garantiu que o município irá divulgar mais informações “oportunamente”, confirmando apenas que “o município está a preparar uma candidatura”.
O presidente da Câmara aproveitou ainda para agradecer o contributo apresentado pelo vereador da oposição. “Compreendo e agradeço a sua generosidade”, afirmou, acrescentando que “a sua intervenção e os seus contributos serão naturalmente tidos em conta”.
Eduardo Cavaco considera “uma oportunidade estratégica” para o concelho

Na proposta apresentada ao executivo, Eduardo Cavaco sugeriu que a candidatura da Covilhã pudesse assentar na identidade histórica e industrial ligada à lã, considerando tratar-se de “algo que está na genética da cidade”.
O vereador apontou ainda vários elementos que, na sua perspetiva, reforçam o potencial da candidatura, entre eles o reconhecimento da Covilhã pela UNESCO na área do design, a ligação à Serra da Estrela, a Universidade da Beira Interior, a transumância, o Festival WOOL, o Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior e o património industrial das antigas fábricas de lanifícios.
Segundo Eduardo Cavaco, a candidatura deverá promover “um programa cultural e artístico inovador, com qualidade e coerência”, capaz de criar impacto duradouro ao nível da regeneração urbana, da coesão social e do desenvolvimento económico.
Face à confirmação de que a autarquia está a trabalhar o tema, o vereador mostrou a sua satisfação.
“O senhor presidente disse que já está a trabalhar na candidatura, o que para mim é de registar, porque a Covilhã vai ter esta candidatura no terreno, e eu só me posso congratular que a Covilhã e a parte cultural estejam já a trabalhar na candidatura. Acho que é uma mais-valia para a cidade”, concluiu.
