PCP reúne com Move Beiras e defende reposição urgente da circulação na Linha da Beira Baixa

A organização regional de Castelo Branco do PCP considera urgente a reposição integral da circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, defendendo uma intervenção rápida do Governo e das entidades responsáveis para resolver os constrangimentos que afetam a mobilidade na região desde fevereiro deste ano.

Os comunistas alertam que a interrupção da linha, na sequência das intempéries que atingiram a Beira Interior, tem agravado dificuldades de deslocação para populações e trabalhadores, num território já marcado pela falta de alternativas de transporte. O partido critica ainda o que considera ser um desinvestimento prolongado na ferrovia, apontando atrasos nas obras de reparação e insuficiências nas soluções temporárias implementadas.


Segundo o PCP, a substituição parcial da circulação ferroviária por transbordos rodoviários através de autocarros revela-se insuficiente e incapaz de responder às necessidades das populações, contribuindo para afastar passageiros do transporte ferroviário.

O partido manifesta também preocupação com a previsão de reposição integral da circulação apenas no final do ano, considerando alarmante a perceção de atraso no arranque efetivo das intervenções no terreno.

Entre as principais reivindicações está igualmente a valorização da Linha da Beira Baixa enquanto eixo estratégico para a região. Os comunistas sublinham a necessidade de reforçar as ligações ferroviárias, criticando a ausência de uma ligação direta a Coimbra, a inexistência de uma ligação internacional e o atraso na concretização do projeto de “metro de superfície” entre Covilhã e Fundão.

Estas conclusões resultaram de uma reunião realizada a 8 de maio entre uma delegação da organização regional de Castelo Branco do PCP e a associação Move Beiras, que desde 2022 tem desenvolvido trabalho de promoção e defesa da ferrovia nas linhas da Beira Baixa e Beira Alta.

Durante o encontro, a Move Beiras salientou a importância da Linha da Beira Baixa, referindo que cerca de dois milhões de passageiros utilizaram a infraestrutura em 2025, apesar dos constrangimentos existentes. A associação defende que este número demonstra a relevância do serviço ferroviário para a região e reforça a necessidade de garantir a sua plena operacionalidade.

O PCP recorda ainda que já questionou o Governo sobre a situação da linha através de perguntas apresentadas em março, aguardando respostas, e garante que continuará a pressionar o Executivo, bem como a Infraestruturas de Portugal e a CP – Comboios de Portugal, para acelerar a resolução do problema e assegurar o regresso dos comboios a toda a Linha da Beira Baixa.