O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, afirmou, durante a Assembleia Municipal, realizada dia 28, que a denuncia feita pela Quercus, organização ambiental, sobre a CMC abater 1.400 sobreiros para avançar com a 3ª fase de expansão do Parque Industrial do Tortosendo é falsa.
A primeira fase foi criada nos anos 90 e em 2012 foi aprovado o plano de pormenor da terceira fase da Zona Industrial. Segundo o autarca, o Plano Diretor Municipal (PDM), em revisão, está obrigado a incluir todos os instrumentos de planeamento que existem no território.
Hélio Fazendeiro informou que se trata de um mito e o município não vai cortar 1.400 sobreiros, sendo esta uma área protegida desde 2012, comprometida com o ambiente e sustentabilidade.
“O Município da Covilhã está profundamente comprometido com o ambiente e com a sustentabilidade. Nós vamos, tal como fizemos lá atrás, cumprir tudo aquilo que a lei nos obriga em termos da preservação dos sobreiros. E se vier a ser necessário para a implementação da 3ª fase da Zona Industrial, alterar alguns dos sobreiros que aqui estejam plantados, nós vamos fazer de acordo com aquilo que é a lei, como já fizemos no passado, começou por dizer o presidente da autarquia.
O autarca deixou a mensagem para todos ficarem descansados, que os sobreiros estão a salvo e assumem o compromisso de aumentar o número de sobreiros plantados para além dos que já estão no local.
Quanto aos lotes de terreno, o município pretende avançar para a terceira fase, apesar de existirem alguns lotes vazios na segunda fase.
“Nós estamos a falar de 23 lotes de pequena dimensão. Lotes de 1.500 metros, outros de 2.000 metros e o maior tem 3.800 metros. Se eu tiver uma empresa que me diga que precisa de 15.000 metros quadrados, eu não consigo nestes lotes. Isto é manifestamente insuficiente para o tipo de empresas que nós ambicionamos atrair. Para além da circunstância destes lotes não serem públicos”, explicou Hélio Fazendeiro.
O presidente afirmou ainda que a dimensão dos lotes é pequena, visto que o objetivo passa por arranjar uma solução para desenvolver uma área de acolhimento empresarial e tecnológica.
“Os lotes não são do domínio público, não propriedade da Câmara Municipal. Mas mesmo sendo, a dimensão destes lotes é pequena para o tipo de empresas que nós queremos e que ambicionamos atrair. E por isso, reitero, o trabalho que estamos a desenvolver na construção de uma solução daquilo que é a área de acolhimento empresarial e tecnológico da Covilhã.”
Esta área de acolhimento empresarial e tecnológica da Covilhã seria uma boa aposta, segundo o município, dado que apresenta uma localização estratégica, disponibilidade de solo, energia, ordenamento, água, recursos humanos qualificados, mobilidade e logística.
Em relação ao Plano Diretor Municipal (PDM), Hélio Fazendeiro deixou a nota de cerca de 300 participações públicas.
