A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista Português (PCP) organizou um buzinão de protesto contra o aumento do custo de vida, com particular incidência no preço dos combustíveis, esta tarde, na rotunda do operário, na Covilhã.
A iniciativa pretende dar expressão ao descontentamento face à subida dos preços e defender medidas de regulação do mercado dos combustíveis. O PCP acusa as grandes empresas petrolíferas de beneficiarem da escalada dos preços e defende a fixação de um preço de referência para os combustíveis e o GPL.
Vítor Reis Silva, membro da Comissão Concelhia da Covilhã do PCP, revelou aos jornalistas, uma das motivações para organizar este buzinão, que contou com bastante adesão, mesmo antes de iniciarem o apelo aos automobilistas.
“É o povo que está a pagar e estas gasolineiras estão a ganhar milhões, quer dizer, eles a ganhar milhões e encher os bolsos, porque vão ao bolso das pessoas e as pessoas a ficar cada vez com mais dificuldades em ir para o trabalho, para a escola, para, enfim, fazer aquilo que necessitam de fazer com a utilização de um carro, com a utilização do veículo”, começou por explicar.
O membro do PCP da Covilhã abordou ainda o apelo da Ministra, relativamente à diminuição do consumo, admitindo que se o problema não se resolver, a situação vai continuar igual.
“A senhora Ministra diz que as reservas, enfim, dão para 90 dias, portanto, têm reservas que, entretanto, enfim, vamos economizar, andamos mais a pé, diz ela. Esse próprio apelo que a Ministra faz de reduzir o consumo, apelar que as pessoas andem a pé, também já há algum receio do próprio governo quanto à situação que existe e que, não se resolvendo o problema do estreito de Ormuz, vamos continuar, e mesmo que se resolva o problema, a tendência é ainda se manter em alguns meses, se não houver intervenção do governo”, rematou.
Os comunistas defendem também que a redução da carga fiscal, por si só, não resolve o problema, apontando a necessidade de regular os preços, combater a especulação e recuperar o controlo público
do setor energético.
A Comissão Concelhia da Covilhã considera que o aumento do custo da energia e dos combustíveis tem impacto direto no orçamento das famílias e sustenta que não devem ser os trabalhadores e a população a suportar os custos associados à subida dos preços.
O PCP da Covilhã pretende continuar a programar distribuições em locais de residência e principalmente junto a empresas, de modo a sensibilizar as pessoas e a informar sobre este problema dos combustíveis, do custo de vida e da habitação.
