FIADA 2023 entre o Jardim das Artes e Biblioteca Municipal com “dimensão internacional mais evidente”

A FIADA – Feira Internacional de Artesanato, Design e Outras Artes regressa ao Jardim das Artes entre 31 de agosto e 3 de setembro para uma 2.ª edição cujo cartaz musical conta com nomes de artistas nacionais como Cláudia Pascoal ou Sara Correia. Esta edição, com algumas novidades em relação à anterior, “mantém o conceito”, mas dá “alguns passos em frente”, garante Regina Gouveia, vereadora da cultura do Município da Covilhã, em conferência de imprensa de apresentação do certame.

A evolução em relação à primeira edição dá-se ao nível da “afirmação da dimensão internacional, que vai estar assumida de forma muito mais evidente”, diz a vereadora. Esta dimensão pauta-se pela presença de duas cidades criativas da UNESCO do Brasil – Brasília e Fortaleza – e também através dos Encontros Peninsulares, encontros ibéricos dedicados à arte têxtil contemporânea. Estes encontros dar-se-ão ao nível de oficinas cujo objetivo é a “inovação, atualização e reinterpretação do artesanato através do design e das artes têxteis”, destaca a autarca.


De forma a conseguir realizar esta afirmação internacional, a FIADA irá expandir-se fisicamente, tanto no espaço útil do Jardim das Artes como até à Biblioteca Municipal e ao Espaço C3D, onde decorrerão oficinas, tertúlias, exposições e instalações. Esta ampliação é, aliás, uma das novidades da FIADA.

Para Regina Gouveia, “a dimensão internacional é um passo muito importante no âmbito da FIADA” que, nesta segunda edição, “atingiu o nível pretendido desde a criação” do certame. Na próxima edição, diz a vereadora, não irá ver ampliada esta dimensão.

No âmbito da FIADA irá ainda decorrer a Feira Nacional do Artesanato, com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que acolhe 40 participantes. Em conferência de imprensa, Regina Gouveia destacou que o Município teve de rejeitar candidaturas, num total de cerca de 90 para apenas 40 vagas disponíveis, algo que não aconteceu na FIADA do ano passado. Nota que 20 destas 40 participações nesta feira provêm da Região Centro, um dos requisitos do IEFP, além da certificação necessária dos artesãos.

Outra das novidades desta edição da FIADA é o Prémio FIADA 2023, atribuído pela Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor (AECBP), no valor pecuniário de 500€ e que tem por objetivo estimular a inovação no artesanato. João Marques, presidente da AECBP, refere que este prémio vem “reconhecer e diferenciar o valor de conseguir materializar numa obra aquilo que é a essência da Covilhã e da região”, de forma a “valorizar o trabalho de quem a fez e a competência”. Ao atribuir este prémio, a Associação Empresarial está a “promover aquilo que é a cultura, a arte local, o imputar inovação nos processos locais”, no fundo, “promover o tecido empresarial local, a economia local e, indiretamente, a própria Covilhã”, diz.

Regina Gouveia afirma que as participações na FIADA e o prémio da AECBP pretendem “estimular os artesãos” e “colocar em destaque o artesanato, o design e as artes têxteis, sobretudo com o incentivo de desenvolver caminhos de inovação que tenham a ver com a reinterpretação e a atualização do artesanato”, destacando ainda a relação que estas obras e artistas têm e criam com o nosso território.

Além da Feira Nacional do Artesanato, irão também participar outras cidades nacionais e internacionais. Às já referidas Brasília e Fortaleza, cidades criativas da UNESCO do Brasil, juntam-se Barcelos, Caldas da Rainha, Castanheira de Pêra, Castelo Branco e Idanha-a-Nova, que aparece na FIADA a programar um segundo palco dedicado à música, o Palco Tradições, por onde passarão Noa Noa, Adufeiras de Idanha-a-Nova, Tremissis Ensemble e Casa Comum. Artistas e desginers de Cáceres e outras cidades espanholas ainda por saber irão também marcar presença na FIADA.

Entre espetáculos musicais, oficinas, tertúlias, exposições, instalações, a FIADA – Feira Internacional de Artesanato, Design e Outras Artes explora vários âmbitos desta arte entre várias participações de artistas de vários territórios. Pretendendo explorar a “atualização do artesanato” e a relação com o território da região, o evento estende-se ao longo de quatro dias e três espaços.

A FIADA tem um orçamento de 50.000 euros, aproximadamente 17.000 dos quais são financiados pelo IEFP.