Assembleia de Freguesia da UF Covilhã e Canhoso aprova contas de 2025 

O relatório de prestação de contas referente ao ano de 2025, foi aprovado, com 7 votos a favor e 6 contra (PSD e +Covilhã) durante a Assembleia de Freguesia da UF Covilhã e Canhoso, que decorreu no dia de ontem.

Com o valor de cerca de 41 mil euros, Francisco Mota, Presidente da UF Covilhã e Canhoso, explicou, durante a Assembleia, a origem desse valor, a partir de meados de dezembro. 


“Estes 41 mil euros advêm de, a partir de meados de dezembro, em que descobrimos que uma fatura de 2024 tinha sido paga duas vezes a uma empresa, no valor de 7.197,40€ e, portanto, reembolsaram-nos esse valor no dia 15 de dezembro. Depois, entraram no dia 19 de dezembro, os valores do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF), sendo que tivemos a sorte porque veio um FFF extraordinário. Portanto, além dos 23.762€, entrou mais 4661€. A DGAL (Direção Geral das Autarquias Locais) transferiu ainda um valor de 8.591,48€.” 

“O que está proposto por este executivo é que do valor dos 41 mil euros, 25 mil euros sejam alocados ao investimento, ao capital, e o restante para bens e serviços”, acrescentou. 

+ Covilhã mostra algumas dúvidas, mas reconhece saldo a transitar 

Quanto à gestão de contas, Bruno Andrade, substituto de Paulo Santos (+ Covilhã) na Assembleia de Freguesia, começou por apontar, que o relatório apresenta um conjunto de fragilidades na condução do anterior executivo.  

“Preocupa-me o montante significativo dos compromissos assumidos e não pagos, no valor de 53.667,07€. Este valor reflete insuficiente controlo na assunção de responsabilidade, podendo dificultar ao atual executivo e toda a união de freguesias. Ainda assim, importa reconhecer o saldo a transitar para 2026, no valor de 41.772,38€, que constituiu uma oportunidade para fazer parcialmente face a esta realidade e é aqui que entendemos que a nossa posição deve assumir uma postura construtiva.” 

Em resposta, o Presidente afirmou que não se pode responder pelo tempo de trabalho do anterior executivo, mas deixou garantias de que no próximo ano as contas serão diferentes. 

“Não podemos responder sobre 10 meses do anterior executivo, mas podemos dizer que no próximo ano as contas serão diferentes e aí poderei responder-lhes com mais pormenor às questões que são levantadas.” 

Chega absteve-se da votação 

“Em representação do partido Chega, não me sinto em condições de votar favoravelmente neste relatório, mas também não me sinto em condições de o contestar. Por isso mesmo, e de forma consciente, vou indicar a minha abstenção nesta votação”, admitiu Armindo Rosa, eleito do Partido Chega. 

PS demonstra alguma preocupação relativamente às dívidas 

Paulo Farias, eleito do PS na Assembleia de Freguesia, demonstrou preocupação relativamente a uma dívida de investimento. 

“Há uma rubrica que me deixa bastante preocupado, no valor de 49.953.35€, que refere a aquisições de bens de capital, ou seja, investimentos. Trata-se de um montante elevado associado a investimento e por isso necessito de um esclarecimento detalhado dessa rubrica”, atirou. 

Francisco Mota respondeu e esclareceu quanto aos valores e às dívidas a terceiros, especialmente sobre a dívida de 49 mil euros, que se trata de uma obra na escola dos Penedos Altos. 

“Quanto aos valores e as dívidas a terceiros, há um valor de 2.207,53€, que são os encargos relativamente ao pessoal, que só se pagam no mês seguinte, como Caixa Geral de Aposentações, Segurança Social, etc. Depois existe um valor de 1500,08€ que fala em despesas gerais, são despesas relativas às comunicações (luz, água, etc). Realmente é uma preocupação, este valor de 49.953.36€ trata-se de uma obra da escola dos Penedos Altos, um valor que ficou em dívida, no entanto, dizer-vos que esta dívida já está renegociada com o fornecedor e, portanto, a Junta está a cumprir, pagando em prestações de 5 mil euros mensais”, rematou o Presidente. 

Paulo Farias, eleito do PS, admitiu que com base nos elementos disponibilizados e na necessidade de assegurar a normalidade de funcionamento institucional, não existem fundamentos para não aprovar, e por isso mesmo, votaram favoravelmente quanto ao documento. 

CDU considera o documento minimalista e abstêm-se 

Miguel Fiadeiro, eleito da CDU, argumentou que a versão apresentada, já da responsabilidade do novo executivo é minimalista, e por isso mesmo, mantêm a abstenção, no que diz respeito à votação do relatório. 

“Estas contas significam o fim de uma forma de estar e gerir, em relação à qual nunca nos revimos, pelo contrário. A versão apresentada hoje formalmente, já da responsabilidade do novo executivo é no mínimo minimalista. Esperamos que o próximo seja um verdadeiro relatório de gestão. Por tudo isto mantemos a abstenção.” 

Recordar que durante a Assembleia de Freguesia da UFCC, o Presidente, Francisco Mota, admitiu estar a ser feita uma auditoria às contas, desde 2021 até 2025, e que em breve terão em posse esse relatório. 

Durante a sessão foi ainda aprovada com 10 votos a favor e 3 abstenções (PSD, PCP) a alteração modificativa ao orçamento, PPI e PPA de 2026.