Mercadona abre portas na Covilhã com investimento de 6,5 milhões e aposta no emprego local

A Mercadona inaugurou hoje o seu novo espaço na Covilhã, num investimento de 6,5 milhões de euros que se traduz na criação de 65 postos de trabalho, maioritariamente ocupados por residentes locais e promete reforçar concorrência e dinamização económica na cidade

“Um investimento bastante grande para a cidade”

A diretora regional do Centro, Carla Cunha, destacou a dimensão do projeto e o impacto direto na economia local.


“Estamos a falar de um investimento de 6,5 milhões de euros aqui na Covilhã. Esta loja tem 65 trabalhadores, portanto estamos a falar de um investimento bastante grande para a cidade, uma atratividade bastante grande para a cidade e que nos deixa muito felizes que nos tenham recebido assim tão bem”, afirmou.

A responsável sublinhou ainda o carácter local do emprego criado: “São praticamente todos da Covilhã, poderá haver um ou outro do Fundão, mas são todos praticamente daqui. Portanto, emprego local efetivo desde o primeiro momento.”

Modelo assente na qualidade e marcas próprias

O diretor de comunicação, André Silva, explicou o conceito diferenciador da marca, centrado na simplicidade e na confiança do consumidor.

“O nosso modelo é muito baseado nas marcas próprias”, afirmou, acrescentando: “Nós não temos uma marca chamada Mercadona. Em cada categoria temos marcas com esse posicionamento.”

O objetivo, diz, é simplificar a experiência de compra: “O que nós queremos é que o cliente faça as compras às cegas. Desde o parque de estacionamento até sair pelas caixas, nós não queremos criar nenhuma barreira ao cliente.”

André Silva reforçou ainda a aposta na qualidade em detrimento de promoções: “Nós não temos produto por preço, não temos promoções nem cartões de fidelização, se um cliente vier aqui e se não o agarrarmos pela qualidade, vamos agarrar pelo quê?”

Município e Freguesia veem “motor de desenvolvimento” na nova loja

O vereador João Marques, presente na inauguração, considerou o investimento um sinal de confiança no concelho: “Este investimento é a prova que a Covilhã é cada vez mais um solo fértil de investidores e de multinacionais, é efetivamente um motor de desenvolvimento.”

Também apontou para o impacto mais amplo do projeto: “É um motor de criação de valor, de emprego, de diversidade económica e de oferta de produtos e serviços à nossa população.”

“Investimentos fundamentais para o interior”

O presidente da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso, Francisco Mota, destacou a importância social e económica: “Há aqui uma grande dinamização, não só económica, mas também social (…) são mais de 65 pessoas da Covilhã que agora têm um emprego na nossa cidade.”

Defendeu ainda a necessidade de atrair mais investimento para o interior: “Queremos é mais investimentos deste tipo (…) para que também obrigue a uma maior fixação de pessoas.”

Responsabilidade social em destaque

Em representação do presidente da Câmara, o presidente da Assembleia Municipal, João Casteleiro, valorizou sobretudo a vertente social do projeto:

“Quaisquer estruturas deste tipo são fundamentais no nosso interior”, sublinhando também a criação de empregos e o facto de não haver “trabalhadores precários o que é fundamental, todos têm contratos.”

Sublinhou ainda o impacto indireto: “Estruturas maiores como esta podem contribuir para que outras microempresas se desenvolvam à sua volta”, salientando que com “estes factos está cumprida a responsabilidade social da empresa.”

Clientes destacam preços e concorrência

Entre os primeiros clientes, José Casteleiro fez questão de marcar presença logo pela manhã: “Já frequento a Mercadona há muito tempo, em Espanha (…) gosto dos produtos da Mercadona.”

Chegou cedo, “eram oito e vinte, oito e meia” e não tem dúvidas: “Vou ser cliente.”

Aponta como principais motivos os preços e qualidade: “Produtos para roupa que são em conta e são muito bons (…) e pelo preço é muito barato.”

E espera impacto no mercado local: “Haja concorrência para ver se os preços abaixam mais um bocado.”

Já Jerónimo Lourenço, o primeiro cliente a sair das caixas, destacou o conhecimento prévio da marca: “Eu já conhecia os produtos, costumava ir à Guarda (…) fui logo ao sítio.”

Reconhece vantagens, mas também compara: “Tem bons preços em papel (…) há outros produtos que são mais caros do que a concorrência.”

Este supermercado, que está inserido no City Center Covilhã, dispõe de 458 lugares de estacionamento partilhados com o centro comercial.

As obras do restante espaço ainda decorrem, deverá abrir ao público em junho ou julho, apontou o vereador João Marques.