A Federação da Juventude Socialista (JS) de Castelo Branco manifestou preocupação e rejeição face às alterações ao modelo de ação social no ensino superior aprovadas pelo Governo, considerando que as novas regras introduzem uma “discriminação negativa” dos estudantes do Interior.
Em comunicado, a estrutura distrital da JS reconhece o aumento do investimento global e do valor médio das bolsas, mas critica o novo critério de cálculo baseado no custo médio por concelho, alegando que ignora as desigualdades territoriais e os custos específicos enfrentados pelos estudantes fora dos grandes centros urbanos, como deslocações, menor oferta de transportes e isolamento.
A organização considera ainda insuficiente o valor médio anual das bolsas anunciado, de cerca de 2.600 euros, defendendo que fica aquém das despesas reais de um estudante deslocado, incluindo alojamento, alimentação, transportes e material académico.
A JS alerta também para o impacto das medidas no ensino superior do Interior, argumentando que poderão fragilizar o desenvolvimento regional e agravar problemas de desertificação. “Portugal não pode continuar a ser pensado a duas velocidades”, sublinha a federação, defendendo igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior.
