José Luís Arranz Gil, professor da Universidade da Beira Interior (UBI) e presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, tomou posse, no dia 16 de junho, como Académico Correspondente da Real Academia de Medicina do País Basco, numa cerimónia realizada em Bilbau.
Durante a sessão solene, José Luís Arranz Gil apresentou a conferência “Compreendo a Fibromialgia: Modelo de Síntese e Unificação Fisiopatológica”, onde expôs uma proposta científica destinada a integrar diferentes modelos explicativos da doença, numa visão fisiopatológica comum.
Esta distinção, atribuída pela Real Academia de Medicina do País Basco, representa o título máximo que um médico pode aspirar no País Basco.
Citado em comunicado enviado à RCC, o professor afirma que “é uma grande honra e a consequência de todo o trabalho desenvolvido por muitos anos. A minha investigação foi feita na Academia Portuguesa de Fibromialgia e na Unidade de Fibromialgia, Sensibilidade Central e Dor Crónica da Mutualista da Covilhã, onde já tratámos 500 pessoas.”
“O que fizemos foi unificar todos os modelos existentes para entender a Fibromialgia e a ligação de todos eles. Ou seja, estudámos desde um ponto de vista fisiopatológico e o que todos têm em comum é uma alteração da homeostase metabólica.”
José Luís Arranz Gil admitiu ainda que espera impulsionar a colaboração entre várias instituições transnacionais, entre Portugal e Espanha, sendo que já está a ser estudado o programa de formação para formar todos os médicos de atenção primária.
O professor da UBI já tem um livro sobre Fibromialgia em espanhol, estando a fazer a tradução para português.
